Gengivite é a inflamação da gengiva limitada ao tecido mole, reversível com higiene e limpeza profissional; periodontite é a fase avançada, em que a inflamação destrói o osso que sustenta o dente e pode causar mobilidade e perda dentária se não for tratada.
Gengivite × periodontite: qual é a diferença?
São duas fases da mesma doença. A gengivite ↗ é o estágio inicial: a gengiva fica vermelha, inchada e sangra, mas o osso ainda está intacto — e o quadro é 100% reversível. A periodontite ↗ surge quando a inflamação avança: ocorre reabsorção óssea, a gengiva se afasta do dente e podem surgir bolsas periodontais, mobilidade e perda dentária.
A principal diferença prática: gengivite incomoda pouco e passa despercebida; periodontite causa danos permanentes. Por isso, sangramento gengival nunca deve ser ignorado.
Sintomas fase a fase
Fique atento à progressão — quanto antes a doença é interceptada, mais simples o tratamento:
- Gengivite: vermelhidão, inchaço, sangramento ao escovar, mau hálito ocasional
- Periodontite inicial: sangramento frequente, gengiva retraída, sensibilidade
- Periodontite avançada: bolsas com pus, dentes que 'mudam de lugar', mobilidade, mau hálito persistente
Como prevenir (as 4 medidas que importam)
A doença gengival é uma das condições crônicas mais preveníveis do corpo humano. As medidas abaixo reduzem drasticamente o risco — e custam apenas consistência:
- Higiene entre os dentes todos os dias (fio ou escova interdental) — a placa entre os dentes é o principal vilão
- Escovação com fluor 2× ao dia, incluindo a linha da gengiva, com movimentos suaves
- Controle de fatores de risco: tabagismo, diabetes descontrolada e estresse pioram o quadro
- Limpeza profissional e avaliação periodontal periódicas, conforme a orientação do dentista
Quais são os tratamentos
O tratamento segue a fase da doença. Na gengivite, basta a limpeza profissional (raspagem) e a correção da higiene diária. Na periodontite, a raspagem periodontal (além da gengiva) é o primeiro passo; casos avançados podem exigir cirurgia gengival, enxertos ou antibiótico tópico/sistêmico — decisão sempre do cirurgião-dentista.
Depois do tratamento ativo, vem a fase de manutenção: retornos periódicos para controlar a placa e monitorar as bolsas. Sem manutenção, a recidiva é comum — a doença gengival é crônica, e o controle é contínuo. O Ministério da Saúde ↗ reforça a prevenção e o cuidado regular como pilares da saúde bucal no país.
Perguntas frequentes
Gengivite sangrando é grave?
Sangramento gengival é o sinal mais comum de inflamação. Na fase de gengivite, é reversível com higiene correta e limpeza profissional; se ignorado, pode evoluir para periodontite, com perda óssea e risco de perda dentária. Procure o dentista ao primeiro sangramento persistente.
Periodontite tem cura?
A periodontite pode ser controlada, mas o osso perdido não volta naturalmente. O tratamento interrompe a progressão, elimina a infecção e devolve saúde à gengiva — com manutenção periódica para evitar recidivas. Em casos de perda óssea importante, enxertos podem restaurar parte do suporte.
Mau hálito pode ser sinal de problema na gengiva?
Sim. O mau hálito persistente é frequentemente causado por bactérias em bolsas periodontais e placa entre os dentes. Se o mau hálito continua mesmo com boa higiene, a avaliação periodontal é o próximo passo.
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